O melasma é uma hiperpigmentação caracterizada por lesões marrom acastanhada em regiões expostas ao sol, justifica-se pelo aumento na produção de melanina, e pode ser desencadeada por fatores hormonais, ambientais (exposição a radiação ultravioleta) e hereditários. O objetivo desta pesquisa é verificar a eficácia do tratamento do melasma utilizando o ácido kójico associado ao ácido glicólico onde o primeiro é um despigmentante que realiza a inibição da tirosinase, enzima responsável pela produção da melanina, enquanto que o segundo é um alfa-hidroxiácidos com capacidade esfoliante.
Os despigmentantes estão disponíveis em diversas fórmulas farmacêuticas como pomadas, cremes, loções, evanescentes e géis, podem ser combinados a produtos cosméticos ou a outros ativos como esfoliantes, proporcionando além do clareamento da hiperpigmentação a renovação celular.
Dentre esses ácidos o único que a estética não recomenda é a Hidroquinona, existe vários estudo que mostra vários efeitos adversos.
A primeira publicação relatando os efeitos tóxicos da Hidroquinona como agente clareador da pele foi em 1936. Desde 2001 é proibida nos EUA como ingrediente em cosméticos. No Brasil ainda é amplamente utilizada como despigmentante, seja em produtos manipulados ou de grandes indústrias.
Dentre os principais ácidos com ação despigmentantes temos o ácido fítico, ácido kójico, a hidroquinona, o biowhite, nano white, o licore PT 40, a arbutina e o ácido glicólico que é um alfa-hidroxiácido muito eficaz associado a outros despigmentantes. Devido as características próprias de cada despigmentante deve-se escolher o adequado para cada fototipo cutâneo e tipo de hiperpigmentação, levando em conta as características físicas, químicas, terapêuticas, microbiológicas e toxicológicas.(LEITE,2004; GONCHOROSK,2005; HERNANDES,1999).
Uma vez em contato com a pele, a hidroquinona é absorvida imediatamente pelos capilares sanguíneos e leva em média setenta e duas horas para ser totalmente excretada pelo organismo. Como sua utilização é geralmente uma vez ao dia, leva-se a um acúmulo da mesma. Este acúmulo por tempo prolongado pode gerar diversos danos ao organismo, uma vez que além de agir como inibidora da tirosinase, ela é citotóxica.
Um dos seus efeitos adversos mais preocupantes é a acromia, ou seja, morte dos melanócitos de uma determinada região da pele causando sua total perda de coloração. Cada melanócito é responsável por produzir e distribuir melanina para uma média de trinta e seis queratinócitos, o que é chamado de unidade epidermomelânica. As acromias podem gerar danos graves ao tecido, pois na região afetada não há mais unidades epidermomelânicas funcionais e consequentemente não há mais a proteção da melanina sobre o núcleo celular dos queratinócitos, expondo o DNA e RNA às ações nocivas da radiação. Estas ações nocivas incluem as mutações, que podem ocasionar os tão temidos melanomas.
- Ocronose exógena;
- Degeneração de fibras de colágeno da derme;
- Despigmentação em confete;
- Dermatites;
- Pigmentação da esclera e unhas;
- Diminuição da capacidade de cicatrização da pele;
- Catarata.
- Nefrotoxicidade.
- Câncer: gera metabólitos carcinogênicos;


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